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Na Mesma Estrada

Na Mesma Estrada from Nilsonas on Vimeo.

Zé Felipe

Me conhece mais do que eu mesmo
Num olhar decifra meus segredos
Num abraço acaba com meus medos
Não tem mais medo, pai
Sei que já virou clichê
Mas eu te amo demais

Na mesma canção eu vou seguir seus passos
E quando você está longe
Dentro do meu coração te acho

E toda vez que via um erro meu
É no seu colo que me consolava
A maior herança que você me deu
Não é diamante, nem ouro, nem prata
É sua história e tudo que escreveu
É a verdade da sua risada
Mesmo afastados pelo dom que Deus nos deu
Ô Paí, vai na frente que eu tô na mesma estrada
Composição de Adair Cardoso/Zé Felipe

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Tião Carreiro

Hoje, o maior dos violeiros completaria mais um janeiro, saudoso mestre Tião Carreiro!

#MayckeLyan #TiãoCarreiro
Tião Carreiro
Informação geral
Nome completoJosé Dias Nunes
Nascimento13 de dezembro de 1934
OrigemMonte AzulMG
País Brasil
Morte15 de outubro de 1993 (58 anos)
Local de morteSão PauloSP
Nacionalidadebrasileiro
Gênero(s)música sertanejamoda de viola, raiz
Ocupação(ões)Cantor e instrumentista
Instrumento(s)Viola caipira
Gravadora(s)Chantecler/Continental (divisão da Warner Music Brasil)
Afiliação(ões)Pardinho (cantor)Carreirinho, Paraíso e Praiano
Página oficialhttp://www.tiaocarreiro.com.br/
http://www.tiaocarreiro.pgl.com.br/

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Asa Branca (locutor)

Vá Com Deus Asa

Waldemar Ruy dos Santos (Turiúba-SP, 19 de abril de 1962 — São Paulo4 de fevereiro de 2020), mais conhecido como Asa Branca, foi um locutor profissional de rodeios e cantor brasileiro. Considerado um dos mais notórios locutores de rodeios do país, ele revolucionou a locução de rodeios no Brasil no final dos anos 1980 ao incrementar a locução a partir de um microfone sem fio, o que lhe permitia narrar de dentro da arena e entrevistar os peões ao vivo. Além do microfone sem fio, Asa Branca introduziu fogos de artifício, contratou DJ para tocar músicas de rock antes de o peão entrar em cena e criou rimas rápidas que deixavam o público maravilhado.

Em 1998, ele disputou as eleições para deputado federal pelo PSDB, mas perdeu.

Faleceu em 4 de fevereiro de 2020 em decorrência de um câncer na garganta

Carreira

Asa Branca começou a carreira nas arenas montando em touros bravos. A carreira de peão de boiadeiro foi interrompida após um acidente, quando o chifre de um boi chegou a perfurar seu pulmão, a partir disso se tornou locutor profissional. Uma das suas principais características nesta profissão foi a sua habilidade com o microfone e a capacidade de inovar sempre, como levar o microfone para dentro das arenas, trazendo assim mais emoção ao público dos rodeios.[7] Inovou, também, nas aberturas de rodeios com atrações e apresentações especiais como a presença do cavalo e do helicóptero.

Investiu muito no profissionalismo desse esporte, envolvendo-se com política para garantir os direitos dos atletas. Em Barretos, apresentou o então candidato à presidência do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, à uma plateia que aguardava sua apresentação na festa. Neste dia o rodeio ganhou mais força política e se tornou um dos esportes mais praticados em nosso país.

Sua última apresentação foi na abertura de um rodeio em Fernandópolis-SP, em 2018.

Aparições na TV

Asa Branca também fez sucesso na TV, onde apresentou o Som Brasil e o especial Amigos, na Rede Globo, e teve participações em novelas como Mulheres de Areia e Rei do Gado, também da Rede Globo. Marcou presença em diversos programas de TV e rádio, como Domingo Legal (SBT), Domingão do Faustão (Globo), Hebe (SBT), Domingo Show (Record), Silvia Poppovic (Band), dentre outros.[12]

Doença

Em 2013, foi hospitalizado por 83 dias devido a uma neurocriptococose, popularmente chamada “doença do pombo”, que atinge o sistema nervoso. Chegou a ser submetido a seis cirurgias no cérebro, mas venceu a doença e retornou aos rodeios em 2014. Por causa da neurocriptococose, Asa Branca adquiriu a meningite bacteriana e hidrocefalia. Para controlar as doenças, necessita tomar remédios todos os dias e ir frequentemente ao médico para realização de exames.

Enfrentou, desde 2017, um câncer na garganta, passando por várias sessões de radioterapia. A doença progrediu atingindo estado terminal. O documentário A Última Lenda dos Rodeios, uma produção da Veja e Kurundu Filmes, lançado em 26 de agosto de 2018, no encerramento da Festa do Peão de Barretos, retrata a vida do locutor. A produtora Sentimental Filmes, em parceria com a Querosene Filmes e a Universal Pictures, lançou, em 2018, o filme Asa Branca – A Voz da Arena. Sob a direção de Guga Sander, o longa conta a história de Asa Branca.

Morte

Além de ser portador do HIV desde 2007, Asa Branca foi diagnosticado, em 2017, com câncer na garganta. Numa entrevista concedida à Veja, afirmou que seus problemas de saúde “eram resultado da prática e do incentivo à violência contra bois e cavalos”. O locutor foi internado em 2 de fevereiro de 2019 em estado crítico, segundo uma nota divulgada pela família. No entanto, em 4 de fevereiro de 2020, o quadro se agravou e o locutor veio a falecer no Instituto do Câncer, em São Paulo.

Discografia

  • 1996 – Cowboy Country (Paradoxx Music)
  • 1997 – Cowboy Country – Volume 2 (Paradoxx Music)
  • 1998 – Asa Branca Romântico Especial (Paradoxx Music)

com a dupla “Asa Branca e Rancharia”

  •  ? – Rodeio (EP)
  • 2018 – Na Pegada do Cowboy

Participações em outros projetos

  • Participação especial na música “Segura Peão”, presente no álbum “Ventos Uivantes” de Sérgio Reis

Filmografia

Televisão

AnoPrograma/NovelaTipoEmissoraPapel
1993Mulheres de AreiaNovelaRede GloboEle Mesmo
1996O Rei do GadoNovelaRede GloboEle Mesmo
1996AmigosEspecialRede GloboApresentador
1997Som BrasilPrograma MusicalRede GloboApresentador

Cinema

AnoFilmeInfoRef.
2015A Última Lenda dos RodeiosDocumentário Biográfico[21]
TBDAsa Branca – A Voz da ArenaCinebiografia[22]

Livros

Biografias

AnoLivroAutoriaEditora
2019Asa Branca – A BiografiaRaul MarquesLetramento Editora e Livraria
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BEM VINDO AO MEU SERTÃO SERTANEJO

Poema Sertanejo

Chitãozinho e Xororó

Caminhos de Minha Infância

Ah! se eu pudesse

Dedicaria ao meu sertão mais uma prece

Ah! mas não precisa não

Lá já existe a mais bonita oração

O sol desponta docemente nas montanhas

Tingindo em ouro os verdes solos das colinas

A névoa branca submerge das entranhas

Na terra virgem da pureza das campinas

E o riacho entoando morro abaixo

E o canto lindo de um poema sertanejo

A viola nos seus versos que consola

Este meu peito ansioso de desejo

Ah! se eu pudesse

Dedicaria ao meu sertão mais uma prece

Ah! mas não precisa não

Lá já existe a mais bonita oração

Cai o orvalho derramando as suas lágrimas

Por uma noite mal dormida menos fria

O rouxinol lamenta triste a suas mágoas

Gorjeando a mais dolente melodia

E o sertanejo bem nutrido louva à Deus

As suas plantas bem crescidas e vistosas

Aqui só falta um alguém nos dias meus

Para deixar a minha vida cor-de-rosa

Ah! se eu pudesse

Dedicaria ao meu sertão mais uma prece

Ah! mas não precisa não

Lá já existe a mais bonita oração

Lá já existe a mais bonita oração

Lá já existe a mais bonita oração

(Pedro Paulo Mariano – Santa Maria da Serra-SP)

Compositor: Goiá e Amaraí

Victor & Leo

Deus e eu no sertão

Só Nós Dois

Nunca vi ninguém
Viver tão feliz
Como eu no sertão

Perto de uma mata
E de um ribeirão
Deus e eu no sertão

Casa simplesinha
Rede pra dormir
De noite um show no céu
Deito pra assistir Deus e eu no sertão

Das horas não sei
Mas vejo um clarão
Lá vou eu cuidar do chão

Trabalho cantando
A terra é a inspiração
Deus e eu no sertão

Não há solidão
Tem festa lá na vila
Depois da missa eu vou
Ver minha menina

De volta pra casa
Queima a lenha no fogão
E junto ao som da mata
Vou eu e um violão

Deus e eu no sertão
Deus e eu no sertão
Deus e eu no sertão
Deus e eu no sertão

Fonte: LyricFind

Compositores: Victor Chaves

Letra de Deus e eu no sertão © Sony/ATV Music Publishing LLC

Zé Ramalho – Avôhai

Só para matar a Saudades dos velhos tempos

Um velho cruza a soleira
De botas longas, de barbas longas
De ouro o brilho do seu colar
Na laje fria onde quarava
Sua camisa e seu alforje de caçadorOh meu velho e invisível
Avôhai!
Oh meu velho e indivisível
Avôhai!Neblina turva e brilhante
Em meu cérebro coágulos de sol
Amanita matutina
E que transparente cortina
Ao meu redorSe eu disser que é meio sabido
Você diz que é meio pior
Mas e pior do que planeta quando perde o girassolÉ o terço de brilhante
Nos dedos de minha avó
E nunca mais eu tive medo da porteira
Nem também da companheira
Que nunca dormia sóAvôhai!
Avôhai!
Avôhai!O brejo cruza a poeira
De fato existe um tom mais leve
Na palidez desse pessoal
Pares de olhos tão profundos
Que amargam as pessoas que fitarMas que bebem sua vida
Sua alma na altura que mandar
São os olhos, são as asas
Cabelos de avôhaiNa pedra de turmalina e no terreiro da usina eu me criei
Voava de madrugada e na cratera condenada eu me calei
E se eu calei foi de tristeza
Você cala por calar
Mas e calado vai ficando só fala quando eu mandarRebuscando a consciência com medo de viajar
Até o meio da cabeça do cometa
Girando na carrapeta no jogo de improvisar
Entrecortando eu sigo dentro a linha reta
Eu tenho a palavra certa
Prá doutor não reclamarAvôhai
Avôhai
Avôhai
Avôhai

Fonte: LyricFind

Compositores: Jose Ramalho Neto

Letra de Avôhai © Universal Music Publishing Group

Cio da Terra, Eu a Viola e Deus, Bruto, Rústico e Sistemático João Carreiro e Capataz

Cio da Terra, Eu a Viola e Deus, Bruto, Rústico e Sistemático João Carreiro e Capataz

Cio Da Terra
É nossa voz
Duetada com o som desse divino instrumento
Casados com a melodia do nosso desejo e do nosso sentimento
Ecoe dentro de cada coração
Levando o sabor da verdadeira, doce e pura poesia
De uma sonoridade singela
Mas que emociona e contagia
Som esse que nasceu lá no interior
Veio lá do campo, lá da roça
Veio pra falar e defender
Mas só das coisas que é nossa
Nóis não tem nada contra as moda lá dos exterior
Mas nóis não troca o som da nossa viola caipira por um som
De guitarra de Rock n roll?
Prefiro mil vezes os nossos causos, nossas prosa
As nossas moda de caçador
O nosso jeito simples e bonito
Que só a gente tem de falar de amor
Pra que melhor do que isso?
Viola, violão, uma pinguinha pura
Um cigarro de palha e dois cantador bão
Claro que tudo isso
Com Deus na proteção
Sem pisar em ninguém, a gente luta pra defender
E o que depender da gente
A cultura nunca vai morrer!

Debulhar o trigo
Recolher cada bago do trigo
Forjar no trigo o milagre do pão
E se fartar do pão
Decepar a cana
Recolher a garapa da cana
roubar da cana a doçura do mel
Se lambuzar de mel afagar a terra
Conhecer os desejos da terra
Cio da terra, propícia estação
E fecundar o chão
E fecundar o chão

Eu, a viola e Deus

Eu vim-me embora
E na hora cantou um passarinho
Porque eu vim sozinho
Eu, a viola e Deus
Vim parando assustado espantado
Com as pedras no caminho
Cheguei bem cedinho
Eu, a viola e Deus
Esperando encontrar o amor
Que é das velhas toadas canções
Feito as modas pra gente cantar
Nas quebradas dos grandes sertões
A poeira do velho estradão
Deixou marcas no meu coração
E nas palmas das mãos e do pé
Os catiras de uma mulher
Ei, essa hora da gente ir-se embora
É doída ,como é dolorida
Eu, a viola e Deus
Ei, essa hora da gente ir-se embora
É doída, como é dolorida
Eu, a viola e Deus

Bruto, Rústico e Sistemático

Tudo que dá na TV minha
Muié qué fazê
Não mede as consequências
Fez um tar de topless
Quando vi me deu um stress
Perdi minha paciência
Por me faltar o respeito
Na muié eu dei um jeito
Corretivo do meu modo
No quarto deixei trancada
Quinze dia aprisionada
E com ela não incomodo
Aqui não posso até não ser simpático
Comigo não tem desculpa
Minha criação é xucra
A verdade ninguém furta
Sou bruto, rústico e sistemático
Fim de semana passado
Conheci o namorado da minha filha caçula
Achei que não deu pareia
Tava de brinco na orelha
E o corpo cheio de figura
Não suportei por muito tempo
Nesse relacionamento eu tive que opinar
Sujeitinho era roqueiro
Não dá certo com violeiro
Nóis num ia combinar
Aqui não posso até não ser simpático
Comigo não tem desculpa
Minha criação é xucra
A verdade ninguém furta
Sou bruto, rústico e sistemático
Sistema que fui criado
Vê dois homem abraçado
Pra mim era confusão
Mulher com mulher beijando
Dois homens se acariciando
Meu Deus que decepção
Mas nesse mundo moderno
Não tem errado e nem certo
Achar ruim é preconceito
Mas não fujo à minha essência
Pra mim isso é indecência
Ninguém vai mudar meu jeito
Aqui não posso até não ser simpático
Comigo não tem desculpa
Minha criação é xucra
A verdade ninguém furta
Sou bruto, rústico e sistemático